segunda-feira, 31 de agosto de 2009

MARCELO NILO PODE SER VICE DE WAGNER

Crescem os rumores no meio político de que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (sem partido), deve se filiar ao PDT, de Alexandre Brust, e com isso ganha a credencial para ser candidato a vice-governador na chapa de Jaques Wagner. Nilo levaria consigo alguns deputados que aderiram ao projeto governista, mas não encontraram guarida em seus partidos. Pelo que se comenta, o acordo carimbaria o passaporte da deputada Lídice da Mata (PSB) para a coligação petista. Ela disputaria uma das duas vagas ao Senado. A outra vaga em aberto enche de água na boca os demais partidos da base. Entretanto, essas são meras especulações. O certo é que existem três vagas na chapa majoritária do PT. Apenas uma já está definida. A de Jaques Wagner, que vai em busca da reeleição.
Fontes : Samuel Celestino

domingo, 23 de agosto de 2009

PMDB usa rompimento na Bahia para mostrar a Lula que relação não vai bem, diz Folha

Deu hoje na Folha, sob o sugestivo título de “Saco sem fundo”: Nem bem o PT se vergou ao máximo para salvar a pele de José Sarney, o PMDB já dá sinais de que tamanha prova de fidelidade não será suficiente para garantir o apoio homogêneo do partido a Dilma Rousseff em 2010. É preciso, repete um cacique atrás do outro, “resolver a situação nos Estados”.
O rompimento entre o PT de Jaques Wagner e o PMDB de Geddel Vieira Lima na Bahia foi levado a Lula como aviso de que as coisas vão mal em outras praças. Embora o PMDB não tenha impedido Geddel de disputar com um petista que está no cargo, o partido reivindica a garantia de que o PT fará esse gesto de boa vontade em lugares como o Rio de Janeiro.”

GEDDEL COBRA FIDELIDADE DE PREFEITOS DO PMDB

Frequentemente acusado de traição pelo governador Jaques Wagner, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, cobrou fidelidade de seus correligionários em discurso proferido neste sábado (22) em Jequié durante encontro regional do PMDB. Ele relatou que o atual momento da política fará com que os prefeitos do partido receberem uma série de pressões de adesão a outras legendas e outros constrangimentos, mas que a coragem deve ser a tônica dos peemedebistas e que quem não estiver disposto a agira assim que não marche com ele. “Não venham comigo os que têm medo nem os que são pequenos. Venham comigo os quiserem vir; venham comigo os que sonham; venham comigo os que tenham esperança e alimentam a crença que podemos construir a Bahia que sonhamos”. Em ritmo de pré-campanha, Geddel ressaltou ainda que a visita a Jequié era importante por ser terra-natal de dois ex-governadores da Bahia: Lomanto Jr. e César Borges.
Fonte : Samuel Celestino

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Com desligamento de Severiano, comissão executiva do PDT também mudará

A executiva nacional do PDT deve se reunir nas próximas horas para avaliar a entrega do cargo do presidente estadual da legenda, deputado federal Severiano Alves, e definir os próximos procedimentos para o fechamento da aliança na Bahia entre o partido e o governo Jaques Wagner (PT).
A reunião é necessária porque Severiano é um dos vice-presidentes nacionais do PDT. De acordo com uma fonte pedetista, o partido não sofreu, na prática, uma intervenção na Bahia, porque sequer tem diretório constituído, funcionando por meio de uma comissão provisória, que, inclusive, já estaria vencida.
Só depois de oficializado o desligamento do pedetista da presidência, a direção nacional do PDT deve empossar em seu lugar o secretário-geral na Bahia Alexandre Brust, conforme antecipado por este Política Livre ontem, o que deve implicar também numa recomposição de seu comando estadual.
“O novo presidente terá que constituir sua maioria na comissão, senão não governa”, antecipou há pouco outra fonte da legenda, informando que, a partir daí, a nova direção estadual deve definir, junto com a cúpula nacional do PDT, os nomes que serão indicados ao governo Jaques Wagner como parte do acordo.
Com a decisão de Severiano de afastar-se da presidência, seu indicado para a secretaria de Ciência e Tecnologia, Airton Maia, ex-secretário em Madre de Deus, perde fôlego para a disputa, abrindo espaço para outro nome que, segundo a mesma fonte pedetista, deverá sair de um consenso na legenda.
Conforme já anunciado pelo presidente nacional do PDT, Carlos Luppi, ministro do Trabalho, o nome do secretário deve ser conhecido na segunda-feira. Contrário à aliança com o PT e o governo, Severiano Alves deve apoiar a candidatura à sucessão estadual do ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional).
Fontes : Politica Livre

Hage fala amanhã em Salvador sobre projeto de lei anti-corrupção

As empresas que subornarem agentes públicos nacionais e estrangeiros pensando em auferir vantagens vão passar a ser responsabilizadas civil e administrativamente, sofrendo, inclusive, pesadas multas. É o que prevê projeto de lei que está sendo finalizado pela Controladoria-Geral da União (CGU) e Ministério da Justiça. Atualmente, a legislação permite apenas que se processem penalmente dirigentes e empregados das empresas envolvidas em corrupção. O projeto será detalhado em palestra que o Ministro-Chefe da CGU, Jorge Hage, faz amanhã às 16h30min, no V Congresso Brasileiro de Licitações, Contratos e Compras Governamentais. O evento acontece no Bahia Othon Palace Hotel.

Em discurso, Wagner confirma desentendimento de João com Geddel e diz que “o bem” venceu a intimidação na Bahia

Num discurso de cerca de 30 minutos em que repetiu à exaustão palavras como humildade, lealdade e gratidão, e no qual, pela primeira vez, embora sem citar nomes, falou diretamente sobre o rompimento com o PMDB, consumado há 15 dias, o governador Jaques Wagner insinuou hoje à tarde que o prefeito João Henrique (PMDB) não se relacionava com ele por imposição do ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional).
“Quanto prazer me deu receber o prefeito João Henrique para me dizer: ‘governador, não há mais obstrução, vamos conversar normalmente?’ Se eu converso com os prefeitos do DEM, porque não podia eu conversar com o prefeito da minha capital, do PMDB? E esta desobstrução aconteceu porque as coisas mudaram, porque as pessoas despertaram”, disse Wagner, durante a solenidade de posse dos secretários João Leão (Infraestrutura) e James Correia (Indústria e Comércio), no Centro de Convenções.
O governador prosseguiu sob aplausos: “Me perdoem a sinceridade, (a desobstrução ocorreu) porque o bem, o jeito de fazer política do bem, venceu o jeito de fazer política da intimidação, de acuar, de intimidar quem quer que seja”. As declarações do governador funcionaram praticamente como a confirmação de que o prefeito teria relatado a ele, em audiência na segunda-feira, ter se desentendido com o líder do PMDB baiano, dando detalhes da briga que acabaram vazando para a imprensa.
A crise entre o prefeito e o ministro foi desmentida ontem pela assessoria da Prefeitura e tachada hoje por Geddel como “futrica”. Wagner fez a referência a João Henrique depois de também repetir algumas vezes que se sentia mais leve após o rompimento com o PMDB e “alguém que estava dentro do barco remando contra” e apontar a presença na platéia do secretário municipal de Obras, Antonio Abreu, indicado pelo PP na administração do prefeito.
Fontes : Politica Livre

Wagner afirma que projetou PMDB baiano ao que é hoje

Ao classificar hoje, durante a solenidade de posse dos novos secretários, o rompimento do PMDB com o governo como um ato de “incompreensão, ingratidão e deslealdade”, o governador Jaques Wagner disse que o que o mais lhe doía era o fato de a iniciativa ter partido daqueles “que não eram o que são antes de encostar em seu projeto político e no do presidente Lula”.
“(…) O que me move aqui, o sangue que me corre nas minhas veias, é um projeto político de resgate social do Estado da Bahia acompanhando o que o presidente está fazendo. É por isso que me dói a incompreensão, a deslealdade e a ingratidão daqueles que não eram - e não adianta mentir - porque não eram o que são antes de encostar no projeto do governador Wagner e no projeto do presidente Lula”, declarou.
Segundo Wagner, os ex-aliados “enquanto trafegaram em outro projeto político nacional, nunca chegaram aos pontos que chegaram”. Ele acrescentou, entretanto, que “não olho para trás, esta página para mim está virada. Dou a boas vindas a todos os que estão se integrando. O PP ampliando sua participação, o PDT que está chegando, para dizer nós aqui temos uma lealdade, que não é ao governador Jaques Wagner, a lealdade ao projeto político que encantou as ruas da Bahia e que fez a maior vitória política de 2006 inesperada por todos nós. “
Fontes : Politica Livre

Ministro e novo secretário confirmam que Lula apoiou operação de Wagner com PP

O novo secretário estadual da Infraestrutura, João Leão, e o ministro das Cidades, Márcio Fortes, fizeram questão de destacar hoje, durante discursos na solenidade de posse dos novos auxiliares do governo, que contaram com o apoio do presidente Lula na operação que resultou na aliança eleitoral do PP com o governador Jaques Wagner (PT) na Bahia.
“Quando fui ao presidente Lula dizer que entregaria o cargo de líder do governo no Congresso, ele me disse: ‘Se fosse para outro (governo) não aceitaria, mas para Wagner voce vai para lá. Vai para lá ajudar o meu galego’”, contou Leão, afirmando que, por este motivo, atuaria como um soldado do PP no governo de Jaques Wagner.
A história foi praticamente repetida pelo ministro das Cidades, Márcio Fortes, que definiu a pasta como “a expressão da vontade do presidente Lula”. “Eu falei com o presidente Lula anteontem sobre se deveria prestigiar esta solenidade aqui hoje na Bahia. E ele me disse: Voce vai, Márcio. Vai porque Wagner é um grande amigo meu”, declarou.
Fontes : Politica Livre

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Política se faz com a verdade

Por: Lúcio Vieira Lima (presidente do PMDB da Bahia)
Surpreendeu-me a nota agressiva da prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, do PT, que, fugindo da sua característica de mulher corajosa e combativa, agride o PMDB por não ter coragem de atacar diretamente o governador Jaques Wagner. Mesmo assim a nota deixa clara sua mágoa e decepção, pois motivos para tanto ela tem de sobra.
No que se refere aos espaços que o PMDB tinha no Governo do Estado, vale ressaltar que nunca foram pedidos ao governador. Quando decidimos apoiar a sua candidatura, que à época não apresentava a mínima chance de sucesso, o fizemos apostando em um projeto de mudanças para Bahia e não visando obter cargos. Se esse fosse o objetivo teríamos apoiado a reeleição do então governador Paulo Souto, tido por todas as pesquisas como o grande favorito a ganhar as eleições. A verdade é que, ao ser eleito, o governador Jaques Wagner ofereceu cargos ao PMDB por encontrar no partido quadros competentes e a legitimidade obtida nas urnas para isso.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

SIMON: “O SENADO ESTÁ PIOR QUE O INFERNO”

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) promoveu mais uma polêmica nesta segunda-feira (17) na mais bombardeada Casa do Congresso Nacional. Inconformado com mais uma defesa do presidente José Sarney (PMDB-AP), que se diz vítima de uma campanha midiática, o parlamentar sentenciou que o Senado vive um calor superior à temperatura do núcleo do planeta. “Já disseram que essa casa é melhor do que o céu, mas hoje essa casa é pior do que o inferno. Sem morrer, nós estamos vivendo um inferno aqui no Senado, pelo clima, pela radicalização. Eu nunca vi essa casa se rebaixar ao ponto em que ela está”, disparou. Mais cedo, o peemedebista já tinha mandado o presidente Lula, que considera culpado pela crise, “calar a boca”. Segundo ele, o Palácio do Planalto teria enviado a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à casa de Sarney para que ele não renunciasse. "Nós vamos esconder feito tatu em baixo da terra até quando, presidente?", indagou.

sábado, 15 de agosto de 2009

DEM PODE REQUERER MANDATO DE SUPLENTE

A manobra política executada pelo governo Wagner para que, com a saída de João Leão (PP) da Câmara dos Deputados para assumir a Secretaria de Infraestrutura, se mantivesse a base do governo Lula no Congresso foi fazer com que o suplente, Jairo Carneiro (DEM), se desfiliasse de sua legenda para integrar o PP. Assim, mantem-se o parlamentar no partido aliado, enquanto o original integraria o governo baiano e tudo estaria resolvido. Mas os Democratas não pensam assim e desde já estudam o caso para, possivelmente, requerer de volta o mandato do suplente alegando infidelidade partidária. A direção nacional do partido está com o caso nas mãos e, na semana que vem, haverá a decisão oficial sobre o partido levar ou não um pedido de devolução do cargo à legenda no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As informações são da coluna Tempo Presente, do jornal A Tarde.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Não vale mais a máxima “evangélico vota em evangélico” diz Crivella

O senador Crivella reconhece a diminuição da bancada evangélica e diz que parlamentares evangélicos são muito cobrados pela sua atuação política dentro do Congresso. Ele diz também que não vale mais a máxima que garantia que “evangélico vota em evangélico”.
“O fato somente de ser evangélico está cada vez menos relevante. A partir do momento em que os evangélicos participam da vida pública são muito cobrados”, afirma o senador.
“Não se iludam com aquele discurso fácil de que irmão vota em irmão. A experiência tem mostrado. A bancada na última eleição, pelo menos a da Câmara, diminuiu. De 60 para 40. Muitos não concorreram à reeleição. Todos foram muito cobrados. A própria Igreja Universal chegou a eleger 20 deputados e na última vez elegeu oito.
Exatamente porque a cobrança é muito grande e na vida política as pessoas precisam ter um cuidado dobrado porque o que se publica na imprensa muitas vezes não é a intenção do discurso daquele candidato. É um deserto de armadilhas traiçoeiras e serpentes de venenos sutis”, acrescenta. Informações Diário de Maringá
Fonte : namilitancia

Bacelar vai convidar Vara de Execuções Penais e Superintendência de Assuntos Penais

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública, deputado João Carlos Bacelar (PTN), anunciou que vai convidar a juiza titular da Vara de Execuções Penais, Andremara Santos, o superintendente de Assuntos Penais da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), Isidoro Orges, bem como o presidente do Conselho Penitenciário, para explicar quais são os critérios para a concessão de liberdade provisória e indultos dos presos baianos; se o Estado cumpre a determinação de separar presos perigosos dos não perigosos antes de avaliar este tipo de benefício e se existem avaliações de cada caso antes dos presos serem colocados em liberdade mesmo que temporária a fim de reinseri-los na sociedade. "O debate está sendo levantado pela própria sociedade depois que o detento Gilvan Clécio de Assis, matou a médica paulista Rita de Cássia Tavares Giacon Martinez, após ser sequestrada com a filha de um ano na saída de um shopping de Salvador. "Esta tragédia poderia ter sido evitada se não fosse a benevolência da Justiça e a falta de análise do perfil psicológico do interno", reiterou Bacelar.

Moema desprestigiada

A prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT), foi das mais irritadas ao tomar conhecimento de que o governo pretende fechar a ida de João Leão para a secretaria estadual de Infra-Estrutura. Teria perguntado: "Wagner acha que um é pouco?", referindo-se a Roberto Muniz, secretário estadual de Agricultura. Moema, infelizmente, só olhou o lado político da questão. Não se perguntou, por exemplo, sobre os aspectos relacionados com a competência administrativa e, inclusive, política, dos seus adversários, Daí a decisão, ainda preliminar, de Wagner de privilegiar quem, efetivamente, sabe e conhece o funcionamento da máquina não apenas a nível local mas a nível nacional. Para quem não sabe, Leão é um dos parlamentares baianos mais bem articulados com o governo federal.

Ainda é cedo para pesquisas

É esperada para esta sexta-feira (140 a divulgação de pesquisa Vox Populi encomendada pela Band sobre a preferência do eleitorado baiano para o governo do Estado e Presidência da República em 2010. Em nenhum momento me preocupei em saber dos números, embora a casualidade fez com que os resultados chegassem em minhas mãos. Jaques Wagner e Paulo Souto estão tecnicamente empatados - Souto tem a vantagem de 1% - e o ministro Geddel vem terceiro lugar com 13%.
Os três atores desse espetáculo político sabem mais do que eu sobre a inutilidade das pesquisas, faltando ainda um ano e alguns poucos meses para o pleito. Não quero, sob nenhuma hipótese, desmerecer o trabalho dos institutos, mas tentar desmistificar uma suposta realidade. Ainda bem que estamos tratando com três personalidades que conhecem profundamente as disputas eleitorais. E todas elas foram uma espécie de vítima das projeções. Jaques Wagner "sofreu" o prazer de constatar que era governador contra todas as previsões em 2006.
Paulo Souto teve a infelicidade de comemorar antecipadamente a derrota nas urnas. Talvez tenha comprado as champagnes, mas certamente nem as bebeu. Talvez as tenha substituído por uma cachaça daquelas infernais que nocauteia o sujeito e o deixa com dores terríveis de cabeça por pelo menos quatro anos. Já Geddel encontra-se no meio termo. Têm sucessivos mandatos como deputado federal, mas só agora parte para a disputa majoritária. Mesmo assim, é raposa velha. Conhece muito bem as experiências mal sucedidas dos seus dois adversários.
Enfim, como podemos constatar, se pesquisa ganhasse seria eu (ou talvez o meu sobrinho) o governador desta terra. De qualquer modo, há um indicativo no mercado eleitoral que deve ser, ao menos, olhado mesmo com alguma reserva. O governador (que já vem se automonitorando, digamos assim) precisa avaliar-se com mais cuidado. É notório que nos últimos meses Wagner tem ampliado suas visitas ao interior baiano, levando obras e serviços.
Falta-lhe, no entanto, uma grande obra, uma marca que faça lembrá-lo por onde ele andar. Além disso, é necessário que amplie logo sua base política, que crie tentáculos por todos os vilarejos baianos. Isso ele também vem fazendo. Paulo Souto, por sua vez, deve estar animadíssimo, embora no fundo venha a concordar com a tese de que pesquisa é sempre bem vinda desde quando você mantenha um olho aberto e o outro também. Souto tem aproveitado para fazer críticas contundentes ao trabalho realizado pelo Palácio de Ondina. O ex-governador jogo duro e fere (ou busca ferir) Wagner bem no âmago. O que é bom uma vez que deve servir como estimulante para o petista. Já o ministro Geddel está de olho na movimentação política. Ele tem um campo aberto para correr. O lógico é que permaneça firme com a sua candidatura.
Caso contrário, pode firmar aliança com Souto mais lá na frente na esperança de liquidar a fatura no primeiro turno, independentemente do que as pesquisas venham a dizer. Pessoalmente, como já afirmei aqui, não acredito nelas. Está muito cedo para mexer com uma questão tão delicada. Para os crentes, aconselho que vão em frente, mas cuidado para não bater a cara no primeiro poste que encontrarem pela frente.
Artigo publicado na coluna Janio Lopo na Tribuna da Bahia desta sexta-feira (14).

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Deputados peemedebistas formalizam saída da base governista

Na tarde desta segunda-feira (10), o líder da bancada do PMDB na Assembléia Legislativa, Leur Lomanto Jr., em pronunciamento no plenário da Casa, comunicou o desligamento oficial do bloco peemedebista da bancada do governo. Segundo ele, a partir de agora o PMDB será oposição do seu próprio comando. "O PMDB deverá manter uma postura de oposição ao governo, mas sem integrar o bloco de oposição liderado pelo DEM. Na verdade, vamos continuar defendendo os projetos que beneficiam a Bahia, fazendo uma oposição coerente e responsável. A ideia é travar debates construtivos, civilizados e em defesa de melhorias em todas as áreas do Estado, quer seja saúde, segurança pública, entre outras", acrescentou. Os motivos para o desgaste da relação com o PT , conforme o líder, se deve ao descaso por parte do governo com o PMDB. "Em conversas particulares com o governador Jaques Wagner, o ministro Geddel (Vieira Lima, da Integração Nacional) e o presidente do PMDB, Lúcio Vieira Lima, demonstravam as diferenças que tinham com o governo. Chegamos a elaborar um documento elencando críticas e sugestões, mas recebemos como resposta que o governador não teve tempo de ler", criticou.

CRISE NO SENADO AMEAÇA REFORMA ELEITORAL

As novas regras da reforma eleitoral já aprovada pela Câmara dos Deputados correm o risco de não vigorar em 2010. A crise no Senado, que envolve a discussão em torno do afastamento do presidente José Sarney (PMDB-AP), paralisou as votações na Casa e ameaça o calendário para a aprovação dessas regras. O vice-líder do governo, Gim Argello (PTB-DF), reconhece que a crise, aliada às investigações da Petrobras por uma CPI, podem comprometer a reforma. Em conversa com a Agência Brasil na semana passada, o parlamentar afirmou que esse assunto já é polêmico e que existem pontos em que base aliada e oposição ainda não chegaram a consenso. Lideranças do DEM, PSDB e PDT já afirmaram que, com o impasse criado com a permanência de Sarney no comando do Senado, dificilmente se vota alguma coisa. Na semana passada, nada foi apreciado pelo plenário.

“A DECEPÇÃO É MÚTUA”, DIZ VIEIRA LIMA

Em resposta à declaração da primeira-dama Fátima Mendonça sobre o PMDB, Alessandra Vieira Lima (esposa do ministro Geddel), disse que “a decepção é mútua”. Ela ainda completa: “afinal, vi Fátima fazer tantas críticas públicas ao governo do marido, que não entendo a incompreensão com a manutenção do desejo de mudança. Mas, agora não é hora para bate-boca e, sim, de pedirmos a Deus proteção para sairmos às ruas diante da situação de insegurança com a operação Polícia Legal”, observou.

PRIMEIRA-DAMA DO ESTADO DECEPCIONADA COM PMDB

Na primeira oportunidade de encontro que tiveram após o rompimento da aliança entre PT e PMDB, quinta passada, o governador Jaques Wagner (PT) e o ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), preferiram manter distância, ontem, durante a GP Bahia Stock Car (CAB). Eles não conversaram, ficando cada um nos respectivos camarotes oficiais, montados lado a lado, antecipando o que deverá ser os dois palanques na disputa pelo governo do estado em 2010. Embora Wagner tenha enfatizado que o PMDB “é página virada” e que não guarda ressentimentos, a primeira-dama do estado, Fátima Mendonça, foi mais enfática e, logo após a entrega dos prêmios no pódio – que ela fez questão de partilhar com o governador –, revelou que “para falar a verdade” estava “decepcionada” com o PMDB e que preferia que a aliança entre os partidos fosse mantida.

PT x PMDB


O PMDB está oficialmente fora da base do governador Jaques Wagner na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A decisão foi comunicada oficialmente na tarde desta segunda (10) pelo deputado Leur Lomanto Jr., líder do partido na casa, com pedido de permissão feito junto à Secretaria Geral da Mesa junto ao presidente Marcelo Nilo. Segundo o deputado, desgastes políticos e administrativos, como no caso da carta de sugestões para a gestão petista elaborados pela legenda e ignorada pelo governador causaram a cisão entre PT e PMDB no governo. Ele ressaltou ainda em discurso que o desligamento entre partidos é comum na dinâmica política e que o grupo fará oposição “coerente e responsável”, travando ainda debates construtivos, civilizados e em defesa de melhorias em todas as áreas do Estado, quer seja saúde, segurança pública, entre outras”.

sábado, 1 de agosto de 2009

Marketing...

Seria um jogo de marketing? Ou um puxão de orelha do presidente Lula? Afinal, somente nas últimas duas semanas, Wagner teve duas audiências com o presidente. Todos tem quase certeza que a pauta das reuniões era única: o racha com o PMDB estadual. Mas, os bastidores dão conta de que apesar de chamá-lo "amigo, companheiro", Lula teria repreendido o governador em prol da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff - que com a candidatura de Geddel e Wagner, a petista teria dois palanques no Estado. Tanto Wagner quanto sua assessoria negam: as reuniões seriam para falar sobre investimentos na Bahia. Ok. Não Importa. O governador terá que suar a camisa, se quiser, reverter à situação incômoda. Primeiro, seria se redimir com o clã dos Carneiros. Isso mesmo, o ex-governador e atual senador João Durval (PDT) que percorreu quase toda a Bahia ao lado de Wagner pedindo votos e depois das eleições nem sequer recebeu um telefonema de agradecimento ou qualquer outro tipo de conversa. Ao contrário, "como agradecimento", viu seu filho (o prefeito João Henrique) ser defenestrado pelo governador.

Em segundo, seria convencer o PMDB a renovar sua aliança. Aí, já são outros quinhentos... O partido - como várias outras siglas que o governo tenta cooptar para sua base de sustentação e garantir a reeleição de Wagner - não esquece das eleições de 2008, considerada pelos peemedebistas como uma traição dos petistas - já que para selar um acordo em prol da reeleição de João, conseguiram emplacar mais duas secretarias, além das duas que já presidiam. Era o acordo para a repactuação, mas apesar de selar e ainda assumir as secretarias, o PT - de uma hora para outra - mudou de idéia e lançou a candidatura própria do então deputado federal petista Walter Pinheiro (que acabou perdendo para João e há poucos meses conseguiu se emplacar na Secretaria Estadual de Planejamento).

Segundo Wagner, eleições de 2008 passaram, daí a trégua, mas vem aí as eleições de 2010

Se realmente desta vez, o governador selou paz com João Henrique, muita gente vai ter que pagar promessa ao Senhor do Bonfim. A atitude é sensata, porém tardia, e muitos não acreditam que vai para frente. Afinal, falta pouco mais de um ano para novas eleições e, desta vez, o embate será entre Wagner e o atual ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Os companheiros petistas, desde o início dos tais "Encontros Regionais do PMDB", cobram de Wagner para romper com os peemedebistas. O problema é que vai além da seara estadual.

A candidatura de Geddel ao Palácio de Ondina já foi, de certa forma, aceita pelo presidente Lula, quando o colocou na lista entre os ministros que tem a permissão de deixar o governo para tentar uma vaga nas próximas eleições e a única exigência foi manter tudo como está: ou seja, tocar todos os programas em andamento, sem qualquer mudança. E como se viu, Geddel seguiu a linha, colocou João Santana como secretário-executivo (braço direito do ministro), que irá substituí-lo, como nas outras pastas, ao ministro.

Reforma Eleitoral pode anistiar 51 mil políticos

A reforma eleitoral aprovada neste mês pela Câmara dos Deputados poderá representar uma anistia para cerca de 51 mil políticos que concorreram nas eleições municipais do ano passado e não prestaram contas, como manda a lei. Eles representam 14% dos candidatos do Brasil, mas em alguns Estados, a proporção é bem maior, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. No Amapá, por exemplo, 35,8% dos 1.494 candidatos a prefeito e vereador em 2008 descumpriram a norma de apresentar a prestação de suas contas de campanha nos 30 dias seguintes ao pleito. Boa parte deles correria o risco de se tornar inelegível, já que o TSE entende que um candidato só pode concorrer numa eleição se tiver contas de campanhas anteriores aprovadas. Mas, se a reforma eleitoral for confirmada no Senado da maneira que foi aprovada pelos deputados, poderá beneficiar esse grupo de inadimplentes. As informações são da Folha de S. Paulo