O senador Crivella reconhece a diminuição da bancada evangélica e diz que parlamentares evangélicos são muito cobrados pela sua atuação política dentro do Congresso. Ele diz também que não vale mais a máxima que garantia que “evangélico vota em evangélico”.
“O fato somente de ser evangélico está cada vez menos relevante. A partir do momento em que os evangélicos participam da vida pública são muito cobrados”, afirma o senador.
“Não se iludam com aquele discurso fácil de que irmão vota em irmão. A experiência tem mostrado. A bancada na última eleição, pelo menos a da Câmara, diminuiu. De 60 para 40. Muitos não concorreram à reeleição. Todos foram muito cobrados. A própria Igreja Universal chegou a eleger 20 deputados e na última vez elegeu oito.
Exatamente porque a cobrança é muito grande e na vida política as pessoas precisam ter um cuidado dobrado porque o que se publica na imprensa muitas vezes não é a intenção do discurso daquele candidato. É um deserto de armadilhas traiçoeiras e serpentes de venenos sutis”, acrescenta. Informações Diário de Maringá
“O fato somente de ser evangélico está cada vez menos relevante. A partir do momento em que os evangélicos participam da vida pública são muito cobrados”, afirma o senador.
“Não se iludam com aquele discurso fácil de que irmão vota em irmão. A experiência tem mostrado. A bancada na última eleição, pelo menos a da Câmara, diminuiu. De 60 para 40. Muitos não concorreram à reeleição. Todos foram muito cobrados. A própria Igreja Universal chegou a eleger 20 deputados e na última vez elegeu oito.
Exatamente porque a cobrança é muito grande e na vida política as pessoas precisam ter um cuidado dobrado porque o que se publica na imprensa muitas vezes não é a intenção do discurso daquele candidato. É um deserto de armadilhas traiçoeiras e serpentes de venenos sutis”, acrescenta. Informações Diário de Maringá
Fonte : namilitancia

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Dizem que política tem de ser tratada com frieza. Quanto mais frio e calculista o político, mais sucesso lhe reserva o futuro. Não vou bater boca com essa corrente de pensamento que é expressiva e conta com suas convicções. A democracia comporta desde as situações mais simples aos absurdos. No meu entender, porém, a política deve ser exercida tal qual o futebol: com profundas emoções, tristezas, alegrias, decepções, comemorações. Senão perde a graça. Diria que hoje vivemos na Bahia um cenário de indecisões e de revelações no campo político. A sucessão estadual, assunto que só deveria vir à baila ano que vem, já está nas ruas desde janeiro passado.
Se as eleições fossem hoje (ainda bem que só serão em 2010) teríamos definitivamente três concorrentes ao governo: Jaques Wagner, que quer a reeleição, o ex-governador Paulo Souto, que sente uma falta terrível do Palácio de Ondina, local por ele ocupado por oito anos intercalados, e o ministro Geddel Vieira Lima que quer mostrar ser craque naquilo - o naquilo aqui é significado de tocar a administração pública. Dinheiro e poder são objeto de todo ser humano. As candidaturas, pois, estão postas. Cada um dos três nomes citados tende a seguir trajetória própria.
A união entre o PMDB e o PT é coisa do passado aparentemente. Souto seguirá lépido e solto, apostando nos erros dos adversários para, adiante, divulgar os seus acertos. Teremos, enfim, um jogo emocionante. Esqueçamos por enquanto o quadro nacional. Vamos nos ater sobre o que ocorre sob nossos olhos e narizes. Os olhos veem uma confusão dos diabos e ameaças sistemáticas de uma aproximação dos peemedebistas com os petistas até aqui mal resolvida e um desejo contido do PMDB de agarrar-se ao Democratas, desde quando sejam eles - os peemedebistas- os donos do pedaço.
Democratas e PT fazem questão absoluta de manterem distância máxima um do outro. Isso é o que dizem nossos olhos. Já nossas narinas captam um odor estranho no ar. A sensação é a de que há um cheiro forte de algo já com data de validade vencida e, ao mesmo tempo, de elemento que pode renovar-se e alterar todo o cenário da política baiana. Há um fato que nos leva a uma previsão lógica: haverá segundo turno na Bahia. Wagner está longe de repetir o surpreendente desempenho de 2006. Ele sabe disso. Ele sabe dos riscos de uma reeleição. No mais, o exercício do poder, além de cansativo, é desgastante, embora por mais cansativo e desgastante que seja ninguém quer largar o osso.
Tanto é assim que quem está fora quer entrar e quem está dentro não quer sair de forma nenhuma. Hoje PMDB e PT, que eram irmãos siameses, se detestam, mas se toleram. Não conseguem resolver suas diferenças nem na mão grande. Já com o DEM, o PMDB sinaliza com a possibilidade de uma boa noitada. Uma não. Várias noitadas boas, desde quando suas aspirações políticas não sejam sufocadas.
Uma vez mantido esse bom relacionamento é óbvio que ambas as legendas estarão juntas no segundo turno na tentativa de derrotarem Wagner. O páreo será duro de doer. O governador terá de encarar Geddel, Souto e toda a sua turma, independentemente de ser o PMDB ou o DEM a sigla que ganhe o direito de ir para o segundo turno. Há - em política tudo é possível - inclusive a hipótese (improvável) de o PT perder a cadeira número um do funcionalismo público do Estado não indo ao segundo turno. Seria um desastre.
Deixemos, entretanto, que nossa mente entre em ebulição total e veja tal possibilidade como real. E aí o PT apoiaria Geddel ou Souto na segunda rodada eleitoral? Resposta: muito certamente nenhum dos dois. Para finalizar, há quem especule o retorno do entendimento político entre Wagner e Geddel. Os dois estariam, hoje, cumprindo um papel pré-estabelecido há alguns meses, mas na hora agá dar-se-ão os braços novamente. O meu íntimo não vê como viabilizar tal aproximação. E o seu íntimo o que diz?