terça-feira, 3 de novembro de 2009

POR QUE O PSC FOI O PARTIDO QUE MAIS CRESCEU?

Alguns jornais de nossa imprensa diária em todo o País, há pouco mais de um mês, empreenderam detalhada pesquisa, mostrando que o Partido Social Cristão-PSC fora o que mais crescera nos últimos tempos. Todos apontavam o crescimento, baseando-se no número de parlamentares que ingressaram no partido, nos últimos meses.Com esmerado levantamento percentual, traziam a público os nomes dos parlamentares federais que se incorporaram àquela legenda partidária, tirando-a do grupo das pequenas agremiações, tornando o PSC, desde então, um Partido de porte médio no cenário político nacional.Todavia, nenhum noticiário se dera ao mínimo esforço de fazer qualquer comentário ou fora capaz de se dar, ao menos por curiosidade, ao ensejo de responder à pergunta que a população de imediato queria saber: Por que o PSC foi o Partido que mais cresceu no panorama político brasileiro? A resposta é simples e de uma transparência quase lúdica.É claro que o ingresso de parlamentares fortalece em muito a linha de atuação do Partido, traz mais subsídios políticos, experiência, novas ações e, também, aumenta o tempo de exposição da legenda na televisão, quando no período de liberação da propaganda político-partidária.Contudo, àqueles que quiserem realmente identificar o fato gerador do crescimento do PSC, basta uma leitura no Estatuto e no Programa Partidários. Verificarão por si sós que estão ambos voltados para o bem-estar do ser humano, defendendo a vida e o amor ao próximo, associados a uma melhor distribuição da riqueza. E mais, poderá ainda identificar nas ações do PSC uma incansável luta pela preservação de nossos mananciais, do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável, para proporcionar ao povo mais saúde, conforto e dignidade.O PSC existe por mais de um quarto de século, e desde a sua fundação assenta suas bases na Doutrina Social Cristã, isto é, na permanente fonte de inspiração que são os valores e propósitos do Cristianismo. Dentre os preceitos legados por Cristo, o principal deles é o “amor ao próximo”, num pleno exercício de fraternidade e justiça, na busca de uma sociedade mais solidária e igualitária. E balizado nesses ensinamentos, o crescimento do PSC vem se dando com acentuada celeridade neste semestre, de maneira institucional, firme e ininterrupta.Dessa forma, mesmo enfrentando os mais diversos obstáculos, o Partido Social Cristão-PSC cresce e consolida-se nesse amplo universo eleitoral como uma força política autêntica.

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Dizem que política tem de ser tratada com frieza. Quanto mais frio e calculista o político, mais sucesso lhe reserva o futuro. Não vou bater boca com essa corrente de pensamento que é expressiva e conta com suas convicções. A democracia comporta desde as situações mais simples aos absurdos. No meu entender, porém, a política deve ser exercida tal qual o futebol: com profundas emoções, tristezas, alegrias, decepções, comemorações. Senão perde a graça. Diria que hoje vivemos na Bahia um cenário de indecisões e de revelações no campo político. A sucessão estadual, assunto que só deveria vir à baila ano que vem, já está nas ruas desde janeiro passado.

Se as eleições fossem hoje (ainda bem que só serão em 2010) teríamos definitivamente três concorrentes ao governo: Jaques Wagner, que quer a reeleição, o ex-governador Paulo Souto, que sente uma falta terrível do Palácio de Ondina, local por ele ocupado por oito anos intercalados, e o ministro Geddel Vieira Lima que quer mostrar ser craque naquilo - o naquilo aqui é significado de tocar a administração pública. Dinheiro e poder são objeto de todo ser humano. As candidaturas, pois, estão postas. Cada um dos três nomes citados tende a seguir trajetória própria.

A união entre o PMDB e o PT é coisa do passado aparentemente. Souto seguirá lépido e solto, apostando nos erros dos adversários para, adiante, divulgar os seus acertos. Teremos, enfim, um jogo emocionante. Esqueçamos por enquanto o quadro nacional. Vamos nos ater sobre o que ocorre sob nossos olhos e narizes. Os olhos veem uma confusão dos diabos e ameaças sistemáticas de uma aproximação dos peemedebistas com os petistas até aqui mal resolvida e um desejo contido do PMDB de agarrar-se ao Democratas, desde quando sejam eles - os peemedebistas- os donos do pedaço.

Democratas e PT fazem questão absoluta de manterem distância máxima um do outro. Isso é o que dizem nossos olhos. Já nossas narinas captam um odor estranho no ar. A sensação é a de que há um cheiro forte de algo já com data de validade vencida e, ao mesmo tempo, de elemento que pode renovar-se e alterar todo o cenário da política baiana. Há um fato que nos leva a uma previsão lógica: haverá segundo turno na Bahia. Wagner está longe de repetir o surpreendente desempenho de 2006. Ele sabe disso. Ele sabe dos riscos de uma reeleição. No mais, o exercício do poder, além de cansativo, é desgastante, embora por mais cansativo e desgastante que seja ninguém quer largar o osso.

Tanto é assim que quem está fora quer entrar e quem está dentro não quer sair de forma nenhuma. Hoje PMDB e PT, que eram irmãos siameses, se detestam, mas se toleram. Não conseguem resolver suas diferenças nem na mão grande. Já com o DEM, o PMDB sinaliza com a possibilidade de uma boa noitada. Uma não. Várias noitadas boas, desde quando suas aspirações políticas não sejam sufocadas.

Uma vez mantido esse bom relacionamento é óbvio que ambas as legendas estarão juntas no segundo turno na tentativa de derrotarem Wagner. O páreo será duro de doer. O governador terá de encarar Geddel, Souto e toda a sua turma, independentemente de ser o PMDB ou o DEM a sigla que ganhe o direito de ir para o segundo turno. Há - em política tudo é possível - inclusive a hipótese (improvável) de o PT perder a cadeira número um do funcionalismo público do Estado não indo ao segundo turno. Seria um desastre.

Deixemos, entretanto, que nossa mente entre em ebulição total e veja tal possibilidade como real. E aí o PT apoiaria Geddel ou Souto na segunda rodada eleitoral? Resposta: muito certamente nenhum dos dois. Para finalizar, há quem especule o retorno do entendimento político entre Wagner e Geddel. Os dois estariam, hoje, cumprindo um papel pré-estabelecido há alguns meses, mas na hora agá dar-se-ão os braços novamente. O meu íntimo não vê como viabilizar tal aproximação. E o seu íntimo o que diz?