sexta-feira, 20 de novembro de 2009

PRESIDENTE DO PT É INIDÔNEO PARA O BN

É inadmissível que o presidente do PT, Jonas Paulo, candidato à reeleição, abandone a ética – o que não se constitui em novidade – para procurar a imprensa, como a este “Bahia Notícias” e plantar números de uma pesquisa falsa que, segundo ele, teria sido feita pela Vox Populi. Diante de números tão estapafúrdios e extravagantes, o BN ligou para Belo Horizonte e falou com o presidente do Instituto, João Francisco Meira, que negou a existência de qualquer pesquisa recente na Bahia, afirmando mais que o Vox Populi não realiza consulta com o número de entrevistados (dois mil) inventado por Jonas Paulo. Não dá para acreditar que o presidente regional do Partido dos Trabalhadores se preste a tarefa tão baixa, usando a mídia para favorecer quem não precisa, como o governador Jaques Wagner e a ministra Dilma Rousseff. Os percentuais por ele ditados, a um dos nossos jornalistas, com testemunhas ao lado, estavam tão desfocados que levantaram imediatamente suspeitas, entre elas colocar Dilma à frente de Serra, o que por ora não acontece no País. Jonas Paulo é uma figura que não tem credibilidade nem dentro do seu partido, conforme os petistas revelam sem pedir segredo. Será reeleito porque Wagner não deseja que se repita na legenda episódio igual ou semelhante ao registrado na eleição anterior. Que adianta o partido ter um presidente de cabeça baixa e sem crédito nenhum? Mas, o pior, é que os números do “Bahia Notícia” foram levados ao presidente Lula que se encontra na Bahia. Provavelmente, o presidente deve ter também desconfiado, porque o Palácio do Planalto acompanha o quadro político de todos os Estados da Federação. O Sr. Jonas Paulo tem agora o dever de apresentar à imprensa a pesquisa que diz possuir, completa, tanto para o governo baiano como para a Presidência da República, inclusive com a metodologia e o carimbo do TRE. Está em pauta a palavra do diretor do Vox Populi, João Francisco Meira, contra a dele. Este site, que se pauta em verdades, a partir de agora passa a considerar o presidente petista como fonte inidônea para fornecer informações, quaisquer que sejam. O BN, maior site da Bahia e, provavelmente, do Nordeste, decide, então, a partir de agora, não o veicular mais o presidente petista que se esmerou para plantar a pesquisa de sorte a “agradar” provavelmente ao presidente Lula, porque o governador Jaques Wagner, pelo que se sabe, já não o leva em consideração de há muito. O “Bahia Notícias” o repele e pede desculpas aos seus leitores pela irresponsabilidade deste cidadão que eu, de há muito, já não o levo a sério e nego-lhe cumprimentos. Em comentário, já traduzi claramente esta minha posição.
Fontes : Samuel Celestino

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Dizem que política tem de ser tratada com frieza. Quanto mais frio e calculista o político, mais sucesso lhe reserva o futuro. Não vou bater boca com essa corrente de pensamento que é expressiva e conta com suas convicções. A democracia comporta desde as situações mais simples aos absurdos. No meu entender, porém, a política deve ser exercida tal qual o futebol: com profundas emoções, tristezas, alegrias, decepções, comemorações. Senão perde a graça. Diria que hoje vivemos na Bahia um cenário de indecisões e de revelações no campo político. A sucessão estadual, assunto que só deveria vir à baila ano que vem, já está nas ruas desde janeiro passado.

Se as eleições fossem hoje (ainda bem que só serão em 2010) teríamos definitivamente três concorrentes ao governo: Jaques Wagner, que quer a reeleição, o ex-governador Paulo Souto, que sente uma falta terrível do Palácio de Ondina, local por ele ocupado por oito anos intercalados, e o ministro Geddel Vieira Lima que quer mostrar ser craque naquilo - o naquilo aqui é significado de tocar a administração pública. Dinheiro e poder são objeto de todo ser humano. As candidaturas, pois, estão postas. Cada um dos três nomes citados tende a seguir trajetória própria.

A união entre o PMDB e o PT é coisa do passado aparentemente. Souto seguirá lépido e solto, apostando nos erros dos adversários para, adiante, divulgar os seus acertos. Teremos, enfim, um jogo emocionante. Esqueçamos por enquanto o quadro nacional. Vamos nos ater sobre o que ocorre sob nossos olhos e narizes. Os olhos veem uma confusão dos diabos e ameaças sistemáticas de uma aproximação dos peemedebistas com os petistas até aqui mal resolvida e um desejo contido do PMDB de agarrar-se ao Democratas, desde quando sejam eles - os peemedebistas- os donos do pedaço.

Democratas e PT fazem questão absoluta de manterem distância máxima um do outro. Isso é o que dizem nossos olhos. Já nossas narinas captam um odor estranho no ar. A sensação é a de que há um cheiro forte de algo já com data de validade vencida e, ao mesmo tempo, de elemento que pode renovar-se e alterar todo o cenário da política baiana. Há um fato que nos leva a uma previsão lógica: haverá segundo turno na Bahia. Wagner está longe de repetir o surpreendente desempenho de 2006. Ele sabe disso. Ele sabe dos riscos de uma reeleição. No mais, o exercício do poder, além de cansativo, é desgastante, embora por mais cansativo e desgastante que seja ninguém quer largar o osso.

Tanto é assim que quem está fora quer entrar e quem está dentro não quer sair de forma nenhuma. Hoje PMDB e PT, que eram irmãos siameses, se detestam, mas se toleram. Não conseguem resolver suas diferenças nem na mão grande. Já com o DEM, o PMDB sinaliza com a possibilidade de uma boa noitada. Uma não. Várias noitadas boas, desde quando suas aspirações políticas não sejam sufocadas.

Uma vez mantido esse bom relacionamento é óbvio que ambas as legendas estarão juntas no segundo turno na tentativa de derrotarem Wagner. O páreo será duro de doer. O governador terá de encarar Geddel, Souto e toda a sua turma, independentemente de ser o PMDB ou o DEM a sigla que ganhe o direito de ir para o segundo turno. Há - em política tudo é possível - inclusive a hipótese (improvável) de o PT perder a cadeira número um do funcionalismo público do Estado não indo ao segundo turno. Seria um desastre.

Deixemos, entretanto, que nossa mente entre em ebulição total e veja tal possibilidade como real. E aí o PT apoiaria Geddel ou Souto na segunda rodada eleitoral? Resposta: muito certamente nenhum dos dois. Para finalizar, há quem especule o retorno do entendimento político entre Wagner e Geddel. Os dois estariam, hoje, cumprindo um papel pré-estabelecido há alguns meses, mas na hora agá dar-se-ão os braços novamente. O meu íntimo não vê como viabilizar tal aproximação. E o seu íntimo o que diz?