Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira (8) 72 novos casos da gripe A no Brasil
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O Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira (8) 72 novos casos de gripe suína, como é chamada a gripe A (H1N1), no Brasil. Com isso, o número de infectados desde o dia 8 de maio sobe para 977.Os novos casos foram confirmados nos Estados de São Paulo (42), Rio de Janeiro (11), Rio Grande do Sul (7), Bahia (3), Maranhão (2), Pernambuco (2), Acre (1), Ceará (1), Paraná (1), Paraíba (1) e Rio Grande do Norte (1).São Paulo é o Estado com maior número de infectados, 444 no total. Em seguida aparecem o Rio Grande do Sul (118) e o Rio (112).InfectadosSegundo o ministério, a maioria dos infectados já recebeu alta ou está em processo de recuperação. O país registra ainda 2.973 casos suspeitos da doença. Outros 1.538 foram descartados desde maio.Do total de casos, 563 (57,6%) foram de pessoas que contraíram a doença no exterior e 278 (28,5%), de transmissão autóctone --ocorrida dentro do território nacional, aponta o balanço do ministério. Outros 136 casos permanecem em investigação.O governo afirma que Argentina, Estados Unidos e Chile são os principais locais de provável infecção dos casos importados da gripe suína.O próximo balanço será divulgado pelo ministério na próxima sexta-feira (10), com base em informações do Sinan (Sistema de Informações de Agravos de Notificação) registradas pelas secretarias de saúde dos Estados, municípios e do Distrito Federal. A partir da próxima semana, o boletim será publicado semanalmente, sempre às quartas-feiras.Gripe comumNa última segunda-feira, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, minimizou a situação da transmissão da gripe suína no Brasil. "Tem muita gente que pensa 'a doença tem nome diferente' e então pensa que é diferente. Ela tem um nome diferente porque é um novo vírus, mas o comportamento dessa doença, na vida real, nos mostra que agora é muito parecida com a gripe comum", disse.Na ocasião, Temporão afirmou que a gripe comum preocupa mais o ministério devido ao número de mortes que causa. "Em 2006 morreram no Brasil, de complicações causadas pela gripe comum, 70 mil pessoas. A gripe comum é um problema muito mais sério de saúde pública do ponto de vista de mortes do que essa nova gripe que começou agora. Mas, como é uma doença nova, tudo pode acontecer, nós estamos trabalhando com todos os cenários possíveis, mas a situação é de tranquilidade", afirmou o ministro.De acordo com Temporão, a grande maioria dos casos de gripe suína no país são leves e podem ser atendidos e orientados pelo plano de saúde, por unidades de atendimento ambulatorial do SUS (Sistema Único de Saúde). "Temos de impedir que casos mais graves se compliquem. Temos de ter leitos, para atender quem precisa de internação."
Fonte: Folha Online
quarta-feira, 8 de julho de 2009
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Dizem que política tem de ser tratada com frieza. Quanto mais frio e calculista o político, mais sucesso lhe reserva o futuro. Não vou bater boca com essa corrente de pensamento que é expressiva e conta com suas convicções. A democracia comporta desde as situações mais simples aos absurdos. No meu entender, porém, a política deve ser exercida tal qual o futebol: com profundas emoções, tristezas, alegrias, decepções, comemorações. Senão perde a graça. Diria que hoje vivemos na Bahia um cenário de indecisões e de revelações no campo político. A sucessão estadual, assunto que só deveria vir à baila ano que vem, já está nas ruas desde janeiro passado.
Se as eleições fossem hoje (ainda bem que só serão em 2010) teríamos definitivamente três concorrentes ao governo: Jaques Wagner, que quer a reeleição, o ex-governador Paulo Souto, que sente uma falta terrível do Palácio de Ondina, local por ele ocupado por oito anos intercalados, e o ministro Geddel Vieira Lima que quer mostrar ser craque naquilo - o naquilo aqui é significado de tocar a administração pública. Dinheiro e poder são objeto de todo ser humano. As candidaturas, pois, estão postas. Cada um dos três nomes citados tende a seguir trajetória própria.
A união entre o PMDB e o PT é coisa do passado aparentemente. Souto seguirá lépido e solto, apostando nos erros dos adversários para, adiante, divulgar os seus acertos. Teremos, enfim, um jogo emocionante. Esqueçamos por enquanto o quadro nacional. Vamos nos ater sobre o que ocorre sob nossos olhos e narizes. Os olhos veem uma confusão dos diabos e ameaças sistemáticas de uma aproximação dos peemedebistas com os petistas até aqui mal resolvida e um desejo contido do PMDB de agarrar-se ao Democratas, desde quando sejam eles - os peemedebistas- os donos do pedaço.
Democratas e PT fazem questão absoluta de manterem distância máxima um do outro. Isso é o que dizem nossos olhos. Já nossas narinas captam um odor estranho no ar. A sensação é a de que há um cheiro forte de algo já com data de validade vencida e, ao mesmo tempo, de elemento que pode renovar-se e alterar todo o cenário da política baiana. Há um fato que nos leva a uma previsão lógica: haverá segundo turno na Bahia. Wagner está longe de repetir o surpreendente desempenho de 2006. Ele sabe disso. Ele sabe dos riscos de uma reeleição. No mais, o exercício do poder, além de cansativo, é desgastante, embora por mais cansativo e desgastante que seja ninguém quer largar o osso.
Tanto é assim que quem está fora quer entrar e quem está dentro não quer sair de forma nenhuma. Hoje PMDB e PT, que eram irmãos siameses, se detestam, mas se toleram. Não conseguem resolver suas diferenças nem na mão grande. Já com o DEM, o PMDB sinaliza com a possibilidade de uma boa noitada. Uma não. Várias noitadas boas, desde quando suas aspirações políticas não sejam sufocadas.
Uma vez mantido esse bom relacionamento é óbvio que ambas as legendas estarão juntas no segundo turno na tentativa de derrotarem Wagner. O páreo será duro de doer. O governador terá de encarar Geddel, Souto e toda a sua turma, independentemente de ser o PMDB ou o DEM a sigla que ganhe o direito de ir para o segundo turno. Há - em política tudo é possível - inclusive a hipótese (improvável) de o PT perder a cadeira número um do funcionalismo público do Estado não indo ao segundo turno. Seria um desastre.
Deixemos, entretanto, que nossa mente entre em ebulição total e veja tal possibilidade como real. E aí o PT apoiaria Geddel ou Souto na segunda rodada eleitoral? Resposta: muito certamente nenhum dos dois. Para finalizar, há quem especule o retorno do entendimento político entre Wagner e Geddel. Os dois estariam, hoje, cumprindo um papel pré-estabelecido há alguns meses, mas na hora agá dar-se-ão os braços novamente. O meu íntimo não vê como viabilizar tal aproximação. E o seu íntimo o que diz?