A Bancada Feminina na Câmara dos Deputados garantiu, no texto da reforma, nesta quarta-feira (8), um feito histórico, afirma a coordenadora, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA). Para a parlamentar, é a primeira estruturação regulamentadora da participação da mulher na política, depois do direito a voto em 1932. O substitutivo aprovado garantiu 5% na quantidade mínima dos recursos do fundo partidário que o partido deve usar para criar e manter programas destinados a promover a participação das mulheres na política partidária. Também foi incluída no texto punição para o partido que não cumprir essa regra. Se esse percentual não for respeitado, no ano seguinte deverá ser acrescentado a ele mais 2,5% dos recursos do fundo. Nas propagandas realizadas fora de anos eleitorais, entre 19h30 e 22 horas, no rádio e na TV, pelo menos 10% do tempo terá que ser usado para promover e difundir a participação das mulheres. Outro avanço importante citado pela parlamentar, para estimular a atuação feminina na política partidária, é a determinação mais explícita, com a palavra preencherá, de que a coligação terá no mínimo de trinta por cento e o máximo de setenta por cento para candidatura de cada sexo.
Alice fala que a mulher no Brasil começa a se empoderar a partir desta luta da Bancada. "Queremos que a mulher do Brasil festeje nossa vitória. A parlamentar afirma que a diminuição da discriminação, do assédio e da violência passa por ter vozes femininas na política e no poder. O Brasil está posicionado entre os últimos lugares em um estudo que a ONU, através da União Interparlamentar, realizou. Segundo a pesquisa, entre 160 países pesquisados, o Brasil ocupa o 146º lugar. Na America Latina, o país, em termos de participação de mulheres na política, só está à frente da Colômbia, Belize e Haiti, que é um país em guerra civil. São índices discrepantes perante a realidade da posição da mulher na sociedade brasileira, afirma Alice. "Nós somos a maioria dos professores, dos aprovados em concurso público e de diversas profissões. Somos mais de 52% da população e mais de 50% do eleitorado. Por isso mesmo, considero incompatível com o papel que a mulher já desempenha na sociedade", falou.
Alice fala que a mulher no Brasil começa a se empoderar a partir desta luta da Bancada. "Queremos que a mulher do Brasil festeje nossa vitória. A parlamentar afirma que a diminuição da discriminação, do assédio e da violência passa por ter vozes femininas na política e no poder. O Brasil está posicionado entre os últimos lugares em um estudo que a ONU, através da União Interparlamentar, realizou. Segundo a pesquisa, entre 160 países pesquisados, o Brasil ocupa o 146º lugar. Na America Latina, o país, em termos de participação de mulheres na política, só está à frente da Colômbia, Belize e Haiti, que é um país em guerra civil. São índices discrepantes perante a realidade da posição da mulher na sociedade brasileira, afirma Alice. "Nós somos a maioria dos professores, dos aprovados em concurso público e de diversas profissões. Somos mais de 52% da população e mais de 50% do eleitorado. Por isso mesmo, considero incompatível com o papel que a mulher já desempenha na sociedade", falou.

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Dizem que política tem de ser tratada com frieza. Quanto mais frio e calculista o político, mais sucesso lhe reserva o futuro. Não vou bater boca com essa corrente de pensamento que é expressiva e conta com suas convicções. A democracia comporta desde as situações mais simples aos absurdos. No meu entender, porém, a política deve ser exercida tal qual o futebol: com profundas emoções, tristezas, alegrias, decepções, comemorações. Senão perde a graça. Diria que hoje vivemos na Bahia um cenário de indecisões e de revelações no campo político. A sucessão estadual, assunto que só deveria vir à baila ano que vem, já está nas ruas desde janeiro passado.
Se as eleições fossem hoje (ainda bem que só serão em 2010) teríamos definitivamente três concorrentes ao governo: Jaques Wagner, que quer a reeleição, o ex-governador Paulo Souto, que sente uma falta terrível do Palácio de Ondina, local por ele ocupado por oito anos intercalados, e o ministro Geddel Vieira Lima que quer mostrar ser craque naquilo - o naquilo aqui é significado de tocar a administração pública. Dinheiro e poder são objeto de todo ser humano. As candidaturas, pois, estão postas. Cada um dos três nomes citados tende a seguir trajetória própria.
A união entre o PMDB e o PT é coisa do passado aparentemente. Souto seguirá lépido e solto, apostando nos erros dos adversários para, adiante, divulgar os seus acertos. Teremos, enfim, um jogo emocionante. Esqueçamos por enquanto o quadro nacional. Vamos nos ater sobre o que ocorre sob nossos olhos e narizes. Os olhos veem uma confusão dos diabos e ameaças sistemáticas de uma aproximação dos peemedebistas com os petistas até aqui mal resolvida e um desejo contido do PMDB de agarrar-se ao Democratas, desde quando sejam eles - os peemedebistas- os donos do pedaço.
Democratas e PT fazem questão absoluta de manterem distância máxima um do outro. Isso é o que dizem nossos olhos. Já nossas narinas captam um odor estranho no ar. A sensação é a de que há um cheiro forte de algo já com data de validade vencida e, ao mesmo tempo, de elemento que pode renovar-se e alterar todo o cenário da política baiana. Há um fato que nos leva a uma previsão lógica: haverá segundo turno na Bahia. Wagner está longe de repetir o surpreendente desempenho de 2006. Ele sabe disso. Ele sabe dos riscos de uma reeleição. No mais, o exercício do poder, além de cansativo, é desgastante, embora por mais cansativo e desgastante que seja ninguém quer largar o osso.
Tanto é assim que quem está fora quer entrar e quem está dentro não quer sair de forma nenhuma. Hoje PMDB e PT, que eram irmãos siameses, se detestam, mas se toleram. Não conseguem resolver suas diferenças nem na mão grande. Já com o DEM, o PMDB sinaliza com a possibilidade de uma boa noitada. Uma não. Várias noitadas boas, desde quando suas aspirações políticas não sejam sufocadas.
Uma vez mantido esse bom relacionamento é óbvio que ambas as legendas estarão juntas no segundo turno na tentativa de derrotarem Wagner. O páreo será duro de doer. O governador terá de encarar Geddel, Souto e toda a sua turma, independentemente de ser o PMDB ou o DEM a sigla que ganhe o direito de ir para o segundo turno. Há - em política tudo é possível - inclusive a hipótese (improvável) de o PT perder a cadeira número um do funcionalismo público do Estado não indo ao segundo turno. Seria um desastre.
Deixemos, entretanto, que nossa mente entre em ebulição total e veja tal possibilidade como real. E aí o PT apoiaria Geddel ou Souto na segunda rodada eleitoral? Resposta: muito certamente nenhum dos dois. Para finalizar, há quem especule o retorno do entendimento político entre Wagner e Geddel. Os dois estariam, hoje, cumprindo um papel pré-estabelecido há alguns meses, mas na hora agá dar-se-ão os braços novamente. O meu íntimo não vê como viabilizar tal aproximação. E o seu íntimo o que diz?